Tempo, tempo, tempo.
Tarsila do Amaral, brasileira, pintou em 1924 a obra São Paulo. Em analogia aos tempos atuais, observa-se que o tempo é o principal pintor da vida. Ele modifica nossas cores, e nossa voz entendida como nossa expressão no mundo. Há pessoas que endurecem com passar dos anos e não mudam mais. Para que tempo transforme, é preciso deixá-lo agir sobre você. A relação com a temporalidade depende das fases da vida. Na primeira, até os 40, corre-se junto com tempo, na segunda, deve-se deixar o tempo passar a frente, pois ele não mais o transforma. Vivemos como o quadro, em tons malucos, somos condicionados a nunca parar de acumular. Juntamos de tudo: dinheiro, experiência, conhecimentos, sons, doenças, alegrias, palavras, marcas, traumas, amores... Chega uma hora em que temos que fazer a curva, começar abrir mão, jogar o que não serve, dispensar. E também nos esvaziar de um monte de cores, que no tom, não carregam essência. Isso serve para nos trazer até aqui, mas é preciso se abrir para ou...